Enredo do Livro

No início, a jovem Maria Moura, aos 17 anos, encontra a mãe morta, enforcada com o cordão de uma rede. A mulher aparentemente se suicidara. A moça, que já havia perdido o pai na infância, passa a ser criada pelo padrasto, Liberato, que a seduz, aproveitando-se da carência da garota, e a transforma em sua amante. Um dia, Liberato tenta induzir Maria a assinar documentos que passariam para ele a propriedade herdada de seu pai. Diante da recusa, o padrasto a ameaça e insinua que a mãe de Maria talvez não tivesse se matado, mas sido assassinada, o que se confirma depois. O motivo era o mesmo do conflito naquele momento: a mãe também se negara a assinar o documento. Maria Moura, aos poucos, vai perdendo o medo, até que decide matar Liberato. Apesar de tornar-se durante a narrativa, uma mulher de fibra, muitas vezes fria e impiedosa, ela nunca havia matado ninguém, sempre encarregando outros de fazer isso: “Não sei bem se sou capaz de ver sangue derramado. Nunca experimentei ver de perto o sangue dos outros; e pior será se for tirado pela minha mão”. Primeiro, ela seduz um caboclo da região, Jardilino, que mata seu padrasto, com a promessa de que se casaria com ela. Depois, diante da insistência e das ameaças do caboclo, que queria possuí-la. Maria induz o feitor de sua propriedade, João Rufo, a matar Jardilino. Maria Moura passa a viver na propriedade, o limoeiro, deixada pela família do pai. Contudo, a herança torna-se alvo da cobiça dos primos Irineu e Tonho e da mulher deste, Firma, que reivindicavam parte da propriedade. Diante da recusa de Maria, os primos apelam para a justiça e para a força. Não contavam, porém, com a resistência da garota que encontra capangas para defender a casa. Depois de trocarem tiros, Maria percebe que a inferioridade numérica e a falta de munição a levariam à derrota. Decide, então, numa atitude extrema, incendiar a sua tão cara residência para acobertar sua fuga e a de seus homens. Maria Moura e seus homens, depois de escaparem do limoeiro, vagam pelo sertão, sem abrigo, com pouca água, passando as maiores privações, apenas repartindo o pouco alimento que conseguiam. Acatando a liderança de Maria, o bando começa aos poucos a se organizar e se prover de montarias, alimentos e armas. Juntos, vivem inúmeras aventuras e seduzidos pelo ouro, começam a praticar roubos, durante um logo período, sempre obtendo sucesso, e vivem de forma desregrada. Estabelecem-se depois numa propriedade próxima à Lagoa do Socorro. .